terça-feira, novembro 28, 2006

Fragmentos poéticos... Se eu soubesse a que vim...

Carlos, Carlos, se desde os teus cinco anos,
Sabias que o mundo é dos cabotinos,
Que o mundo é sem fim, sem remendo,

Que os poentes tingem de sangue as estradas
E resultam nesse gosto vermelho de terra,
Nessa secura da boca, nesses ossos brancos,
Por que te empenhastes tanto em compreender?

Compreender não é preciso,
Compreender é coisa menor,
Não abre as interrogações instigantes
Do fel do descompreender!

4 comentários:

Lucrecia disse...

...para navegar existem bússolas...talvez foste buscar a tua através da leitura dos clássicos e na compreensão daengrenagem do universo.Encontraste? Agora pode jogar tudo fora e então se tornará mais sábio.Assim eu penso nesse agora.Navegar é preciso, existem bússolas.
Beijo.

Alessandra Espínola disse...

Se a gente soubesse talvez nem teríamos vindo. Como eu dizia na adolescência da vida, "já que está deixa ficar, do jeito que está pode mudar" (rs)

Kathleen ML disse...

Carlinhos,

Inferi, depois de poucas e más, que é preciso compreender que não se pode e nem se deve esperar coisa alguma, nada. Que todas as interrogações levam a mais perguntas, não a respostas. Enfim...Ao menos comigo é assim.__Beijos, muitos. Kathleen

Alessandra Espínola disse...

Compreender não é preciso,
Compreender é coisa menor,
Não abre as interrogações instigantes
Do fel do descompreender!


teus poemas tingem de verde meu olhar
resultam nesse gosto vermelho de vida
nessa umidade lilás do meu corpo
nessa doçura áspera do coração
tento não mais perguntar
nem procurar
o que não posso compreender
ou o que é impossível encontrar

tento não umedecer meus lábios com esse fel
nem fincar estacas em meu peito
com essas interrogações inúteis
Carlos…Carlos, eu só tenho cinco anos!