quarta-feira, julho 05, 2006

Fragmentos poéticos...
Assumo o meu vário modo de ser:
Nada mais substituível que uma tristeza, nada!
Trocar a pessoa que está na alça da mira,
Ou seja, na relação direta mundo a mundo,
Dói apenas por um semibreve instante,
É como arrancar uma planta do nosso jardim
Para que outra cresça, e assim, sucessivamente...

2 comentários:

Alessandra Espínola disse...

E tão lírico... o Eu e a relação no e com o mundo, o eu vário e sua posição/lugar no mundo e nas relações, e o quanto esse lugar também é vário, muda o lugar muda o eu. Poesia pura!

lilian reinhardt disse...

...se o espelho não reflete, nada mais substituível que uma tristeza. Mas,se há reflexos na água, há projeção, e a nota é de gravidade sonora e dolorosa percursão..