sexta-feira, setembro 15, 2006

Das relações... Instâncias do Amor: filhos

" Um filho é uma outra hipótese de vida, é o que não fomos, na melhor das hipóteses, herda-nos o lixo --- angústias cegas, impaciências, o barro que resiste à modelagem, o que não quisemos ser...

Conheci muitas crianças feitas no desespero de uma reconciliação, concebidas in memoriam da felicidade de outrora. Outras marcavam o auge exacto da paixão --- momento do esplendor antes da morte. Todos os filhos nascem póstumos de um amor que já não flutua no ar que respiram."

(Inês Pedrosa --- "Fazes-me falta" -- Editora Planeta do Brasil - 2003)

2 comentários:

Alessandra Espínola disse...

E os pais são mais de uma vez, assim os pais levam vantagem(rs)...sou o que não era pra ser, vim do atrito de raças e sei mais lá que gentes de outros continentes que se romperam, tempos, sou o agora, tão durável quanto uma faísca ou fumaça pode ser. Pô, é bom entrar e passear pelo teu mundo...um beijo carinhoso!

Alessandra Espínola disse...

O barro a gente ainda pode remodelar várias vezes (enquanto não foi engessado), se permitirmos o barro também pode re_modelar-nos!
Há momentos em que o pai é o filho e o filho pai, mãe é filha e vice -versa, e assim por diante em todas as relações, essa flexibilidade de ser barro (úmido) torna tudo tão mais divertido e melhor aqtravés dessa possibilidade e permissividade que nos damos e damos ao outro. Um grande beijo!