quinta-feira, março 15, 2007

A Aumentada Esperança de Perdurar...

Ainda a pedra e o barro — parece-me que ao dar forma ao barro, ou à pedra, você se deixa aí, nas formas surgidas de suas mãos; ficam aí as marcas da sua passagem — durarão o tempo-natureza, o tempo dos ventos corrosivos, o tempo das estações, das intempéries destruidoras. Mesmo assim, a esfinge resiste lá no deserto egípcio.

Verdade isto aí? Não é não... ou é apenas meia-verdade! Foi-se o tempo em que os homens perdiam as coisas preciosas; derrubavam as esculturas, bombardeavam o Partenon para desentocar os turcos que lá fizeram um paiol de munições; incendiavam bibliotecas, a de Alexandria, que pena. Agora, tudo está guardado em algum lugar, até mesmo na casa do saqueador de museus e bibliotecas. E em algum século, passado o tempo do lucro, da ganância, tudo vem à luz, herdeiros falidos se desfarão das peças, dos manuscritos. E agora, temos a memória eletrônica mundial, adoro estes tempos, esta dificilmente será destruída, a menos do choque de um meteoro, como o da teoria da destruição dos dinossauros. Assim, há alguma aumentada esperança de perdurar... para quê? Perdurar é sem razão objetiva, é apenas perdurar, ser, estar disponível para...

4 comentários:

Elliana Alves disse...

Estou aqui, viajando nos seus escritos, vc realmente é um homem bem interessante e de pensamentos majestoso meu querido, adorei viu seu cantinho.
Voltarei bjsss na alma de poeta divino.Estou deixando outro endereço,um cantinho que adoro tb,primeiro ele depois o Recanto...Boa tarde!

lilian reinhardt disse...

Poeta, boa noite!
A história do homem parece ser a história do seu pensamento, de suas emoções, de sua consciência. Estar consciente, pode pois significar possibilidades de fruição de um bem da vida de ordem natural, como nos ensina a Ciência do Direito...e enquanto isto for possível, a história humana poderá perdurar...
bjos

lilian reinhardt disse...

complementando...
...perdurar pode ser tomar assento à pedra fundamental,eis a inscrição de uma velada Tábula, a junção em uma de todas as coisas...
bjos

Tera disse...

Estou a "embrenhar-me" no seu eu... e ainda não decidi se você é um filósofo-oleiro de palavras, ou um poeta-esquartejador de filosofias... Seja o que for, que perdure, faz-lhe bem, faz-nos bem!